terça-feira, 17 de janeiro de 2017



Na minha primeira matéria de 2017 para a Evidência Revista, escolhi um artigo de uma blogueira francesa super badalada, onde ela menciona quais são seus “novos mandamentos de estilo” e metas para 2017. Eu amei e tenho que admitir que além de concordar com ela, de certa forma já venho aplicando essas dicas no meu dia a dia.
Acredito que vc tbm vai gostar!
A Garance Doré, ilustradora francesa que abastece um blog bem elegante sobre estilo de vida e consumo, publicou um artigo delicioso em que explica quais são seus “novos mandamentos de estilo” e metas para 2017. Eu amei e tenho que admitir que além de concordar com ela, de certa forma já venho aplicando essas dicas no meu dia a dia.
No texto a Garance diz que está cansada de acumular tanta coisa/roupa e que os amigos dela também se sentem assim — diz que todo mundo quer comprar menos mas melhor, e que geral todos querem vestir as mesmas roupas por muuuuuuitas e muitas temporadas. Ela completa assim: “talvez seja essa órgia’ de streetstyle e semanas de moda em que a gente esteja inserida nos últimos anos… em todo caso, mudei várias coisas e já sinto diferença: tenho viajado mais leve, só compro roupas que eu realmente vou usar e estou amando incrementar meu guarda-roupa a cada estação ao invés de refazê-lo por completo.”
Veja a seguir suas principais dicas:

MENOS ESCOLHAS = MAIS CRIATIVIDADE
Quanto menos temos, mais podemos exercitar versatilidade e fazer tudo render (de jeitos diferentes, inusitados). Quando resolvemos ter só o melhor-do-melhor, só o que realmente amamos (como se o armário fosse uma mala de viagem!), podemos experimentar usar cada peça que temos com pelo menos outras três e multiplicar nosso universo visual. Assim nada fica estagnado, perdido, deixado pra trás, a gente usa de verdade tudo que tem. Isso vale também pra quem tem restrição em relação ao próprio tipo físico, sabia? Quem tem menos roupa usa mais roupas.

PEÇA PERFEITA = DELICIOSIDADE ETERNA
Conhecer o guarda-roupa tão precisamente a ponto de sempre ter em mente o que se tem, realmente pode fazer a diferença e é um super privilégio! Procurar por uma peça específica por um tempããããão não é ruim se a gente encara a busca como parte da diversão, como possibilidade de mais e mais aprendizado sobre a gente mesma. E é tão gostoso idealizar, procurar procurar procurar e então… encontrar!
No texto original a Garancé diz que coisas boas são, agora, cada vez mais raras de se encontrar. Então esperar e procurar pelo que realmente vale a pena faz sentido — e faz a sensação de leveza e objetividade ser uma delícia duradoura.

QUALIDADE = LONGEVIDADE
Gostoso ver uma peça “envelhecer bem” junto com a gente, na medida em que a usamos. Camisas que vão ficando mais molinhas, sapatos que vão se moldando aos pés, casacos que nos acompanham em fotos de muitas épocas diferentes, tipo isso. Mas o detalhe aqui é que só envelhece bem o que tem qualidade — e o que não tem qualidade não envelhece, acaba. Não precisa ser caro pra ter qualidade (a Garance diz que ela tem peças de fast fashion que estão durando anos — mas pra encontrar qualidade é necessário procurar mesmo, tocar as peças, olhar etiquetas, observar acabamentos. Quem quer ser interessante precisa estar interessada!

COMPRAR MENOS = COMPRAR MELHOR
Quando compramos muito a gente perde essa DELÍCIA de sensação de satisfação que se sente com uma compra perfeita, desejada, batalhada. A emoção, sabe? A Garance explica em etapas essa gostosura (muito legal!):
– a gente vê pela primeira vez o objeto de desejo
– vai lá e compra — o que às vezes faz doer um pouquinho, mas a gente esquece rápido
– daí a gente chega em casa e tira nosso pequeno tesouro da sacola, um primeiro momento a sós com o objeto de desejo (EMOÇÃO!)
– a primeira vez que a gente sai “oficialmente juntas” (não tem preço)
– e depois, claro, a primeira foto pro instagram ou face!
Se compramos loucamente, todas essas sensações se perdem. Vale salientar que consumir com consciência não é não comprar — pelo contrário, comprar pode ser sim muito gratificante, e pode ter função NA REAL., o que ela quis dizer é que quando compramos muito sem pensar, ai passamos a tratar nossas compras como sacos de batata, tipo compra e joga no armário sem excitação ou exercício extra de pensamento.

Resumindo... qdo resolvemos comprar menos, com mais pensamento, com mais dedicação e auto-observação, essa emoção deliciosa volta super. E o melhor é que além de economizarmos em tempos difíceis como os de agora, ainda podemos preservar as histórias que vem com cada roupa/peça nova. Como sugestão para este novo ano, tenha como meta substituir consumo por autoestima, a vida agradece.



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